Envelhecimento e esteriótipos

São vários os termos quando falamos de idosos, aparecem como: idoso, reformado, ancião, senescente, velho, terceira idade… Muitos destes termos são conducentes a imagens estereotipadas, nas quais aparecem associadas à solidão, doença, estagnação, inútil, morte, entre outros.

Vulgarmente olhamos o idoso, sem fundamento, como um ser solitário, que precisa do seu canto, precisa de estar só, tranquilo. É um ser “ triste, abandonado e em alguns casos, sem recursos para a sua subsistência; aquele que não é capaz de qualquer actividade.” (2007, Ferreira, p. 25)

Quando falamos em envelhecimento paralelamente surge o processo de reforma. Tomás (2001, cit. Ferreira, 2006, p.32) sensibiliza para o estigma em torno da actividade “as pessoas ao não trabalharem não produzem e, por isso, não são consideradas úteis à sociedade”.

Ao longo do tempo vários autores têm vindo a estudar as representações sociais,  como Durkheim e Moscovici. Assim sendo, as representações sociais são “discursos circulantes dotados de uma certa homogeneidade, e através dos quais podemos identificar como grupos humanos processam e constroem o seu próprio universo conceptual” (Jesuino, 2002, p.194). Os estereótipos fazem parte desse mundo conceptual que contempla as representações cognitivas de grupos ou categorias sociais. São crenças sobre características comuns que determinados indivíduos de um grupo possuem entre si que são generalizadas, uma vez formadas são resistentes à mudança. A maioria das pessoas observam-se mutuamente não só com base em estereótipos, mas também com base em preconceitos e atitudes discriminatórias. O preconceito segundo Ashmore (1970, cit. Neto, 1998, p.508) é “ uma atitude negativa em relação a um grupo definido socialmente e em relação a qualquer pessoa percepcionada como sendo membro desse grupo.” A discriminação é considerada a manifestação comportamental do preconceito que pode assumir diversas formas, desde o evitamento, a exclusão ou até mesmo a agressão. O racismo, sexismo, heterossexismo e o idadismo são algumas categorias de preconceito e de discriminação.

Bibliografia:

  • Jesuino, Jorge Correia. (2002) “O que é Psicologia”. Quimera Editores;
  • Neto, Félix, 1998; Psicologia Social, volume I, Universidade Aberta;

Revista:

  • Ferreira, Marianela Nunes (2006) “ Transição à reforma, qualidade de vida e envelhecimento”. Revista Transdisciplinar de Gerontologia, vol.1, nº1, 30-34. Universidade Sénior Contemporânea;

Dissertações:

  • Ferreira, Ana Cristina Alves. (2007) “Idadismo e Bem-Estar Subjectivo nos Cuidadores”. Dissertação de Mestrado apresentada na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, tendo como orientador Professor Doutor Félix Neto 17-29/ 44-46/ 83-89. Porto