Envelhecimento

O envelhecimento é um processo universal, complexo e heterogéneo. A velhice é um percurso pessoal, natural e inevitável. Nesta etapa da vida surgem transformações biológicas, fisiológicas, psicossociais, emocionais e afectivas.

A terceira idade é simplesmente uma nova fase do desenvolvimento humano que deve ser encarado com atitudes positivas. Zirmerman (2000, cit. Ferreira,  A.C. , 2007, p. 26) afirma que “ a velhice não é uma doença, mas sim uma fase na qual o ser humano fica mais susceptível a doenças”. Assim sendo não deve ser encarado como algo pejorativo e ameaçador.

A “velhice” é um termo difícil de ser definida. Pode-se descrever pela idade cronológica, ou seja, do tempo decorrido desde o nascimento de um indivíduo até ao momento, que “corresponde à idade oficial”; o da “idade biológica que corresponde ao estado orgânico e funcional dos diferentes órgãos, aparelhos e sistemas”; e o de estado psicológico “que pode não depender da idade nem do estado orgânico”. (2007, Ferreira, A.C. p.26)

O processo de envelhecimento arrasta consigo alterações ao nível fisiológico que condicionam os modos de vida dos indivíduos. Apesar de idoso não ser sinónimo de doença, na verdade, está associado a um conjunto de “limitações” que se podem materializar:

a)      A nível biológico, regra geral, os tecidos perdem flexibilidade e os órgãos e sistemas não perpetuam a mesma qualidade das funções;

b)      A nível psíquico verifica-se um défice na memória imediata todavia a memória de longo prazo preserva o seu papel. A inteligência e os processos cognitivos são processos que podem progredir, desde que exercitada. Não existe mudanças ao nível da personalidade, continuam a manter as mesmas características “ sempre que o meio possibilita, ou seja, o meio social tem uma influência determinante na maior ou menor estabilidade do idoso.” (2007, Ferreira, A.C., p.28).

c)      Ao nível social, as limitações são determinadas pela sociedade, “ os papéis dos idosos são reduzidos e desvalorizados”, e não pelas características do idoso. Desta forma a sociedade condiciona e determina a vida destes indivíduos.

Todo o processo de envelhecimento deve ser perspectivado na sua holística, todos eles são marcos que condicionam a capacidade de adaptação às novas realidades.

Dissertações:

  • Ferreira, Ana Cristina Alves. (2007) “Idadismo e Bem-Estar Subjectivo nos Cuidadores”. Dissertação de Mestrado apresentada na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, tendo como orientador Professor Doutor Félix Neto 17-29/ 44-46/ 83-89. Porto